{"id":8269,"date":"2013-08-11T11:42:50","date_gmt":"2013-08-11T14:42:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hariovaldo.com.br\/site\/?p=8269"},"modified":"2013-08-11T11:57:20","modified_gmt":"2013-08-11T14:57:20","slug":"ensaio-o-que-e-democracia-afinal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hariovaldo.com.br\/site\/2013\/08\/11\/ensaio-o-que-e-democracia-afinal\/","title":{"rendered":"Ensaio: O que \u00e9 democracia, afinal?"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 464px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/imagem.band.com.br\/zoom\/f_54542.jpg\" width=\"464\" height=\"307\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Poder de voto \u00e0 patuleia jogou a Gr\u00e9cia em uma crise atual sem precedentes<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um leitor menos dedicado ao saber, pode precipitadamente concluir:<\/p>\n<p><strong>cracia<\/strong> = poder;<\/p>\n<p><strong>demo<\/strong> = comunista, ateu, anticrist\u00e3o, coisa ruim, cramunh\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>Portanto, democracia poderia induzir ao conceito de exerc\u00edcio do poder pelo dem\u00f4nio. Mas, n\u00e3o \u00e9 bem assim. \u00c9 peor!<\/p>\n<p>O mau exemplo vem da antiga Gr\u00e9cia. Lembremo-nos que n\u2019aquela anarquia, n\u00e3o havia pr\u00edncipes, reis ou imperadores. Isso significa que banqueiros, senhores da m\u00eddia, tribunais, conglomerados industriais, agroneg\u00f3cios e outras oligarquias, n\u00e3o podiam interagir sob os favores de um poder centralizado com a m\u00e3o de ferro, cora\u00e7\u00e3o de prata e mente de oiro. As decis\u00f5es da sociedade deveriam passar pelo palpite da turbamulta ignara, com a mente entorpecida pela pinga.<\/p>\n<p>Neste Monte Paschoal, muitos tentaram dar uma significa\u00e7\u00e3o mais apropriada ao termo, incluindo a gloriosa redentora, que nos proporcionou dias de gl\u00f3ria. Por\u00e9m, por for\u00e7as que v\u00e3o al\u00e9m do mal, lhes impingiram pugna! Os baluartes ca\u00edram sob o poder extrasuperdemon\u00edaco de perseguidores, que estavam em nome de quem, &#8230; de quem? Da gentalha! Que humilha\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria para os her\u00f3es. S\u00e3o muitos que formam um verdadeiro pante\u00e3o de m\u00e1rtires, ungidos que jamais submeteriam suas inexor\u00e1veis autoridades a uma pra\u00e7a p\u00fablica, para ouvir balbuciar de b\u00eabados, fomentados pela bolsa-mis\u00e9ria, em busca de s\u00e1bias e leg\u00edtimas decis\u00f5es. O leitor pode indicar algum? Destacamos dois baluartes dessa linha de pensamento.<\/p>\n<p>Durante o julgamento do maior esc\u00e2ndalo p\u00f3s big-bang, um juiz imaculado, prop\u00f4s a magistral redefini\u00e7\u00e3o de conceitos: \u201cna\u00a0solu\u00e7\u00e3o de\u00a0quest\u00f5es socialmente\u00a0controversas como reflexo de\u00a0<b>uma\u00a0nova\u00a0configura\u00e7\u00e3o da\u00a0democracia que,\u00a0j\u00e1 n\u00e3o mais se baseia\u00a0apenas no primado da\u00a0maioria\u00a0e\u00a0no jogo pol\u00edtico desenfreado.\u201d<\/b> <i>(pausa para reflex\u00e3o \u2013 DAW).<\/i> Nesse\u00a0sentido, <b>\u201capresenta-se\u00a0a Corte\u00a0como mais um instrumento catalizador de\u00a0aspira\u00e7\u00f5es\u00a0e\u00a0interesses relevantes, sendo que\u00a0seu peculiar modo de\u00a0enfrentamento das quest\u00f5es pol\u00eamicas, t\u00e9cnico, imparcial e motivado,<\/b> <i>(prolongada pausa para reflex\u00e3o \u2013 DAW)<\/i><b>estimula aqueles que\u00a0n\u00e3o concordam com determinada\u00a0orienta\u00e7\u00e3o\u00a0a\u00a0aceit\u00e1-la e cumpri-la\u00a0\u2013 trata-se, portanto, de legitimidade democr\u00e1tica\u201d<\/b>. Pausa, muita pausa nessa hora.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s anos de submiss\u00e3o ao comunismo ateu, <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/ferreiragullar\/2013\/05\/1276548-ditadura-da-maioria.shtml\">um escriptor neot\u00e9rico<\/a>, conseguiu evoluir para a liberdade (inclusive de mercado), disposto a al\u00e7ar v\u00f4os mais altos. Em s\u00edntese, ele arrebata esse (des)governo que a\u00ed est\u00e1, por ser <b>antidemocr\u00e1tico e neopopulista, que conquista o poder em elei\u00e7\u00f5es, e busca melhorar as condi\u00e7\u00f5es dos setores mais carentes, como forma de eternizar-se no poder <\/b> <i>(nova e prolongada pausa, com suspiros e gemidos \u2013 DAW)<\/i>. E aponta que <b>a\u00ed h\u00e1 um sofisma, colocando o povo como dono do poder. A intoler\u00e2ncia do populismo como ditadura da maioria, n\u00e3o permite express\u00e3o da OPINI\u00c3O P\u00daBLICA contr\u00e1ria e, portanto, tem como inimiga natural a liberdade de imprensa.<\/b><\/p>\n<p><em><strong>Pausa para o orgasmo.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>De facto, a express\u00e3o da patul\u00e9ia atrav\u00e9s do voto, n\u00e3o significa que constitua ou legitime um governo. Isso \u00e9 a desgastada democracia, a ditadura das urnas, o pior dos mundos. S\u00f3 tem espa\u00e7o no campo ideal, mas imposs\u00edvel de se praticar. Sobrep\u00f5e a virtude \u00e0 fortuna, n\u00e3o respeita as castas, e n\u00e3o se submete \u00e0 lideran\u00e7a das elites mais preparadas para poder se viabilizar. Imp\u00f5e a vontade popular, desconsiderando a opini\u00e3o p\u00fablica, expressa pela livre imprensa <i>(essa \u00e9 a melhor!)<\/i>. H\u00e1 interesses maiores e mais nobres que devem ter prioridade. E absolutamente, n\u00e3o \u00e9 o representante eleito que tem representatividade.<\/p>\n<p>Vai que \u00e9 sua D. Joseph Chirico!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um leitor menos dedicado ao saber, pode precipitadamente concluir: cracia = poder; demo = comunista, ateu, anticrist\u00e3o, coisa ruim, cramunh\u00e3o, etc. Portanto, democracia poderia induzir ao conceito de exerc\u00edcio do poder pelo dem\u00f4nio. Mas, n\u00e3o \u00e9 bem assim. \u00c9 peor! 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