A Argentina está voando e comendo carne de burro para, mais forte, combater o comunismo atroz, numa tática genial de Milei, o libertário! Aprende Brasil! É assim que se combate o esquerdismo petista, dando o povo as condições de se fortalecer consumindo a melhor carne de burro portenho, para que vitaminado, enfrente de vez as chagas do bolchevismo churrasqueiro do PT, com suas picanhas e maminhas bovinas, antes de entrar na linguiça de pernil de porco escarlate, só a carne de burro liberta!
Para a glória da nação Flávio Bolsonaro será eleito como mandatário brasileiro e logo estaremos comendo por aqui não só carne de burro, como também carne de jegue, num efeito Orloff maravilhoso, cumprindo a profecia celestina que diz que só o mercado é capaz de se auto regular e dar as condições de acesso aos produtos de primeira necessidade por um preço justo, sem a maldita intervenção estatal, raiz de todos os males. Assim sendo, fundaremos comitês eleitorais em prol de nosso liderezinho, onde será servido um delicioso churrasco de carne de burro como prenúncio da bonança que virá quando alçarmos Flávio à cadeira de mandatário maior do país, no qual teremos como dístico: “Come carne de burro? Vota Flávio Bolsonaro!”



Vejo, mesmo considerando programa de burrificação, digo, de adoção do burro no menu, com ressalvas. Não aprovo qualquer prática de canibalismo. E depois, o quê garante não lancharem nosso führer, pensando se tratar de um comum? Ele nem sempre está com aquele cetro, o qual, além de poderes mágicos, lhe confere um ar distinto?
O burro é canibal, vota no Milei e depois se dá mal!
Eis ahí hum povo capaz de cortar da própria carne p’ra combater o communismo atroz! O populacho d’aqui devia aprender com elles. Nada como a liberdade de trabalhar 12 horas por dia, 7 dias por semana, sem direito a férias, nem reajuste de salário n’uma inflação galopante. Continuando assim a Argentina se tornará a Nova Ratanabá
É vero, os portenhos estão cortando na própria carne! Alvíssaras, segurai suas vísceras de burro para a parrilha!
Oh, quão dita e júbilo nos traz tal missiva!
Outrossim, é de phazer mui sentido que a asnil iguaria, de têmpera rija e humilde, seja o sustentáculo da resistência contra as hordas escarlates do bolchevismo churrasqueiro. Que se cumpra a prophecia! Que o mercado, em sua omnipotente e invisível dextra, nos guie à mesa onde o jerico será servido em louvor à liberdade.
Vae, pois, o herdeiro Flávio, o Delfim de nossa esperança, alçar-se ao throno para que o povo, d’antes pharto de picanhas pecaminosas e maminhas de índole marxista, seja enfim redimido pelo vigor do muar. Que a carne de burro, firme como a moral christã, seja o dístico de nossa glória!
Digo e repito com vênia: Quem tem o siso no logar e foge do fogo do inferno vermelho, come carne de asno e vota no ungido!
Vivat a jeriquice! Vivat Flávio!
Aleluia! Kyryale fons bonitatis! Hosana! Karina! Milei nos inspira a lutar pelo Delphin, e pelo Dolphin, desde que não seja da BYD. Já nos banqueteamos com os pés de galinhas, agora é a vez dos argentinos se vitaminarem com a ferruginosa carne muarina, revelando que o combate ao comunismo ateu, inimigo da parrilha argentina, se dá pelo renascimento orto molecular dos combatentes do bem, aqui pelo fornecimento do colágeno necessário para revigorar a tez, lá mais ao sul, pela eliminação da anemia empalecedora dos hermanos, sendo tudo planejado para o bem de los hombres buenos.
Alvísceras!!